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terça-feira, janeiro 12, 2010

Broinhas de Mel


Esta é uma receita de família que me traz boas memórias de infância. A receita original era feita com calda de ameixa (das ameixas de elvas do sericá), mas quando não havia calda de ameixa fazia-se com mel.

4dl de azeite - 4 dl de mel - 6 ovos - bastante canela (4 colheres de chá) - (máx) 1kg de farinha - 1 colher de sobremesa (rasa) de fermento químico

Junta-se o azeite, o mel e os ovos até ter uma mistura homogénea e esbranquiçada. Juntar a canela e a farinha, com o fermento, aos poucos até obter um batido bastante preso. No máximo adicionar até 1kg de farinha. Deixar no frigorífico durante meia hora para a massa ficar mais presa. Tender as broinhas (com mãos enfarinhadas) em formato redondo e dispor sobre papel vegetal, usar as costas de uma faca para fazer o desenho em forma de grades por cima e levar ao forno, cerca de 15 minutos a 180ºC (forno ventilado)/200ºC (forno convencional). Retirar os tabuleiros e polvilhar com açúcar granulado. Guardar em latinhas de metal.

sexta-feira, março 06, 2009

Bolo de Iogurte, versão canela&limão

Todos conhecem a receita do bolo de iogurte, porque é estupidamente fácil e porque sai sempre bem. Uso também esta receita como base de muitas outras variações (bolo mármore, pão de banana, etc) e recentemente introduzi duas alterações para ficar mais melhor bom!
Lista de ingredientes: 1 iogurte natural,farinha de trigo 55, maizena, açúcar, ovos, margarina, fermento em pó, canela e limão.
Portanto o normal seria usar 1 iogurte natural, 4 medidas de iogurte de farinha, 4 de açúcar, 4 ovos, 1 colher de chá de fermento em pó e quase uma medida de iogurte de óleo. Vamos ignorar já o óleo.

Vamos usar margarina (100g) em vez de óleo, para a miga ficar mais saborosa e fresca, e vamos usar em vez de 4 medidas de iogurte de farinha, 3 e meia, sendo que esta última se perfaz com maizena. A miga vai ficar menos grosseira e mais regular.

Junto na seguinte ordem: açúcar+margarina, a seguir os ovos inteiros, a seguir a farinha+maizena+fermento e a seguir o iogurte natural. Na batedeira até estar tudo homogéneo e bem ligado.

Para finalizar, junto canela e raspa de limão q.b. Além de um gostinho bom (diria a Marisa Monte...), como sei que o bolo me vai durar mais de uma semana, a canela ajuda a mantê-lo mold free. Óptimo anti-filante natural.


Uso uma forma de pão-de-ló, besuntada de margarina e polvinhada com farinha e verto a massa, que vai ao forno, durante 50 minutos a 180ºC, ou até verem que está no ponto.

Por esta altura já cheira a bolo e fica assim.

Já fiquei com bolo para o chá!

sábado, fevereiro 07, 2009

Scones

Esta receita é feita a partir da receita da sogra (já cá faltava, typpical, typpical). Teve de ser drásticamente alterada, porque tudo vem em colheres e colheres não são medida certa! Portanto, a MINHA receita vem em gramas porque as minhas colheres não são iguais às da sogra.

Lista de ingredientes: 300g de farinha, 2 ovos, 50g açúcar, 50g de leite, 50g margarina, 1 colher de chá de fermento e uma pitada de sal.
Tudo pesado, tudo de uma vez, apenas e únicamente se tiverem uma batedeira eléctrica, claro.. Usem espirais, não varas, pois a massa de scones pede é que a amassem e não que lhe incorporem ar lá para dentro.

Antes de porem as mãos na massa, literalmente, vamos besuntar o tabuleiro de margarina e polvilhar de farinha. O excesso de farinha retiram com leves pancadinhas nas costas (do tabuleiro), de preferência não para o chão, mas sobre o lava-louças.

A massa de scones não é coisa que dê prazer de trabalhar. Vão ser (dentro do possível) moldados à mão e a massa é pegajosa e extensível. Mas é mesmo assim, minha gente. Mantenham ao lado o pote da farinha, pois à medida que forem tirando pequenos pedaços de massa têm de ir enfarinhando as mãos valentemente.

Dei-lhes este formato, que era meio rectangular, mas se acharem mais canónico outro, por favor.
Vão agora a cozer, forno a 210ºC, 17 minutos e ficam assim.
Agora, scone que é scone, não é bolinho fofinho e húmido que escorrega pela garganta abaixo. Scone é coisa para se esmigalhar em três e possível de engolir apenas com litradas de chá, aberto na própria altura para a manteiga ter o prazer de se derreter por lá. Miga seca, irregular e crumbly qb. Óptimos domingueiros também.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Panquecas

Lembram-se do Nelito, no Tal Canal, a cantar a música das panquecas?...revejam! Falando das panquecas, esta receita é da minha mãezinha e faço há anos. Quando estive fora a estudar, era religiosamente feita aos domingos, com a minha companheira de Erasmus, para adoçar a boca e para mim, era lembrar-me dos jantares de chá de final da semana lá no Portugal, ao longe.

Lista de ingredientes: 2 chávenas de farinha, 1 chávena e 1/2 de leite, 1 colher de chá de fermento, 4 colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de margarina, 2 ovos e uma pitada de sal.

Derrete-se a margarina (ou usem da líquida) e numa taça juntam-se todos os ingredientes de uma só vez. Bater com vara de arames para misturar tudo muito bem.

A seguir, pegamos numa pequena frigideira e colocamos uma microdose de margarina a derreter (mesmo só um pedacinho mínimo, do tamanho de uma unha). Queremos "besuntar" um pouco a frigideira inicialmente, mas não queremos fritar nada, ok? O lume é médio. Depois, com uma colher de sopa, colocamos a massa na frigideira, 2 colheres mal cheias dão 1 panqueca. Quando colocamos na frigideira, deixamos a massa alastrar por si, não vamos mexer nela para cobrir todo o fundo da frigideira, porque panquecas não são crepes, ok? Estou autoritária, quanto a isto, as panquecas serão talvez um assunto que me deixa sensível.

Quando o batido começa a ganhar uns poros, é altura de virar. Com a ajuda de uma espátula de madeira, primeiro descolando os bordos, é so passá-la por debaixo da panqueca e com um bom movimento de pulso vira-se facilmente.

Não me quero armar, mas eu já as viro sem espátula, a la chef, fazendo saltar na frigideira... (mas isto das competências a la chef parece que terminam por aqui) . Viradinha a panqueca, a outra face há de estar assim, coradinha.

Pacientemente repetimos o processo até terminar a massa, e no fim temos uma bela pilha de panquecas para debulhar.

Eu gosto delas com manteiga e mel...