quarta-feira, abril 15, 2009

Pizza de presunto e cogumelos

Esta semana fizemos pizza caseirinha! O jantar teve muito petisco antes (presuntinho, queijo e gins à chiquinho - com duas colheres de açúcar amarelo) portanto deu tempo para calmamente tratar da confecção da pizza.
Lista de ingredientes: 1 pacote de Pão Rústico (da Nacional), 1 saqueta de levedura seca, 350g de mozarella em fatias, 150 g de fatias de presunto, 1 frasco de polpa de tomate dos grandes (680g), 2 cebolas pequenas, 1 embalagem de cogumelos frescos, azeitona preta, rúcula, e chourição q.b.
Começamos por preparar a massa de pizza. Usei 800g do mix de Pão Rústico ao qual juntei meia saqueta de levedura seca, que misturei ao resto da farinha. Ponho tudo no meio da mesa, abro uma "cratera" e vou deitando água no meio. Primeiro junto com um garfo, depois de absorver parte da água ponho as mãos na massa (literalmente..). O total de água anda pelos 560g, mais ou menos. Vamos amassando até ter consistência de massa de pão, se for preciso mais um bocadinho de água ou de farinha, é acrescentar. Numa tigela grande polvilhada de farinha deixamos depois a massa a levedar, com um paninho por cima, em lugar aconchegado (dentro do forno, por exemplo). Deixar 1horita ou até dobrar o volume.
Entretanto podemos cortar os cogumelos, a cebola, o queijo em farripas largas, e esperar com o gin e o petisco. Quando a massa estiver pronta, é untar um tabuleiro grande (usei um rectangular), dispor a massa, estendê-la com os dedos até cobrir a superfície e começar a pôr os ingedientes todos na pizza. Começa-se pela polpa de tomate, depois a cebola, o presunto, cogumelos com fartura (encolhem que se farta), a seguir o queijo mozarella, as azeitonas e umas rodelas de chourição.
Este pizzão é coisa para pesar mais de 2,5kg, portanto quando pegarem no tabuleiro para levar ao forno, comam um bife antes (brincadeirinha...). Deixar no forno quente (250ºC) cerca de meia hora, e na recta final aplicar um grill para extra flavor na superfície. Quando sai, pomos então a rúcula por cima, bonita e viçosa.
O resultado é estupidamente bom e surpreendente.

sexta-feira, março 06, 2009

Bolo de Iogurte, versão canela&limão

Todos conhecem a receita do bolo de iogurte, porque é estupidamente fácil e porque sai sempre bem. Uso também esta receita como base de muitas outras variações (bolo mármore, pão de banana, etc) e recentemente introduzi duas alterações para ficar mais melhor bom!
Lista de ingredientes: 1 iogurte natural,farinha de trigo 55, maizena, açúcar, ovos, margarina, fermento em pó, canela e limão.
Portanto o normal seria usar 1 iogurte natural, 4 medidas de iogurte de farinha, 4 de açúcar, 4 ovos, 1 colher de chá de fermento em pó e quase uma medida de iogurte de óleo. Vamos ignorar já o óleo.

Vamos usar margarina (100g) em vez de óleo, para a miga ficar mais saborosa e fresca, e vamos usar em vez de 4 medidas de iogurte de farinha, 3 e meia, sendo que esta última se perfaz com maizena. A miga vai ficar menos grosseira e mais regular.

Junto na seguinte ordem: açúcar+margarina, a seguir os ovos inteiros, a seguir a farinha+maizena+fermento e a seguir o iogurte natural. Na batedeira até estar tudo homogéneo e bem ligado.

Para finalizar, junto canela e raspa de limão q.b. Além de um gostinho bom (diria a Marisa Monte...), como sei que o bolo me vai durar mais de uma semana, a canela ajuda a mantê-lo mold free. Óptimo anti-filante natural.


Uso uma forma de pão-de-ló, besuntada de margarina e polvinhada com farinha e verto a massa, que vai ao forno, durante 50 minutos a 180ºC, ou até verem que está no ponto.

Por esta altura já cheira a bolo e fica assim.

Já fiquei com bolo para o chá!

quarta-feira, março 04, 2009

Tarte de Pesto, Requeijão e Atum

Aka, tarte do que havia lá por casa. E porque eu sou uma vidente e sei que esta conjugação de sabores ia ficar magnífica.
Lista de ingredientes: 1 embalagem de massa quebrada, 1 requeijão, 1 iogurte natural, 3 ovos, 1 pacote nata light, pesto, 2 latas de atum ao natural, sal e pimenta.
Esta tarte é também um espectáculo, porque não é preciso estar a cozinhar nada para fazer o recheio (e isso tem dias que é muito bom).
Começamos então por esticar a massa quebrada até ao tamanho indispensável para cobrir a tarteira lá de casa e dispomos a massa na dita já besuntada de margarina. Com um garfo picamos a massa.

Depois, abrimos 2 latas de atum ao natural e dispomos no fundo da massa quebrada (esta parte dá um trabalho imenso...).
Numa tigela desfazemos o requeijão com um garfo, adicionamos as natas, os ovos, o iogurte, 2 ou 3 colheres de chá de pesto, tempera-se com sal e pimenta moída. Misturar tudo energicamente e obtemos o recheio.
Pomos por cima do atum.

Dobramos as bordinhas de massa para dentro, que massa é do agrado de todos e dá-lhe um arzinho simpático.

Vai ao forno, a 210-220ºC, 40 minutos mais ou menos. E cá está, linda, saborosa e original.

sábado, fevereiro 07, 2009

Scones

Esta receita é feita a partir da receita da sogra (já cá faltava, typpical, typpical). Teve de ser drásticamente alterada, porque tudo vem em colheres e colheres não são medida certa! Portanto, a MINHA receita vem em gramas porque as minhas colheres não são iguais às da sogra.

Lista de ingredientes: 300g de farinha, 2 ovos, 50g açúcar, 50g de leite, 50g margarina, 1 colher de chá de fermento e uma pitada de sal.
Tudo pesado, tudo de uma vez, apenas e únicamente se tiverem uma batedeira eléctrica, claro.. Usem espirais, não varas, pois a massa de scones pede é que a amassem e não que lhe incorporem ar lá para dentro.

Antes de porem as mãos na massa, literalmente, vamos besuntar o tabuleiro de margarina e polvilhar de farinha. O excesso de farinha retiram com leves pancadinhas nas costas (do tabuleiro), de preferência não para o chão, mas sobre o lava-louças.

A massa de scones não é coisa que dê prazer de trabalhar. Vão ser (dentro do possível) moldados à mão e a massa é pegajosa e extensível. Mas é mesmo assim, minha gente. Mantenham ao lado o pote da farinha, pois à medida que forem tirando pequenos pedaços de massa têm de ir enfarinhando as mãos valentemente.

Dei-lhes este formato, que era meio rectangular, mas se acharem mais canónico outro, por favor.
Vão agora a cozer, forno a 210ºC, 17 minutos e ficam assim.
Agora, scone que é scone, não é bolinho fofinho e húmido que escorrega pela garganta abaixo. Scone é coisa para se esmigalhar em três e possível de engolir apenas com litradas de chá, aberto na própria altura para a manteiga ter o prazer de se derreter por lá. Miga seca, irregular e crumbly qb. Óptimos domingueiros também.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Batatas recheadas & peitinhos de frango

Gosto muito deste tipo de batatas e foi uma estreia na cozinha. Fui improvisando com o que tinha em casa para o recheio. Os bifinhos de frango fui comprar, são do campo, criados ao ar livre e com tempo mínimo de existência nesta terra (passei anos sem comer carne e como cedi às tentações faço por respeitar mínimamente as antigas convicções).


Afiei a faca, arranjei os peitinhos e cortei-os mais finos.


Les sous chefs encarregaram-se das aparas excedentes...

Para temperar, usei sumo de limão, sumo de laranja, sal, pimenta, cravinho moído e manjericão. Depois ficaram à espera que as batatas se arranjassem para o jantar.


Lavei bem estas duas batatinhas, sequei e dei a cada uma um corte longitudinal (fatal!).

Primeiro foram ao microndas, levar uma esquentadela, para depois não se demorarem tanto tempo no forno. A seguir, com uma folha de papel de alumínio embrulhei bem, estilo rebuçado e coloquei no forno a 230ºC, 40 minutos.



Para o recheio, usei 1 iogurte natural, 2 colheres de chá de queijo creme de ervas e alho, 2 colheres de chá de maionaise e manjericão. Numa tacinha misturei tudo e fui provando. Com umas pitadas de sal e alho em pó acabei por acertar num sabor simpático.


Voltando aos peitinhos, aqueci a chapa (a princesa...) , pincelei ligeiramente com azeite e quando estava bem quente fui pondo os peitinhos um a um.


Como são fininhos, a chapa bem quente é apropriada para uma rápida cocção de um lado e de outro, ficando tenrinhos sem os deixar secos.
Espreitando as batatas no forno, faço-lhes um harakiri (sozinhas não iam lá...) com um garfo e verifico se já estão bem assadas.

Tiro-as então para fora, desembrulho e com garfo e faca separo as duas metades. Volto a compor cada uma, aconchegadinhas na prata mas com a abertura a jeito para serem recheadas com umas colheradas valentes do molho de iogurte&Cª.

Num pratinho com os peitinhos, regados no final com um fio de azeite picante, desse da moda entufado em malaguetas, pimenta e oregãos. Bom jantar.